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Cabamacho


Personal
Atenção: o texto que se segue não possui cunho científico, nem foi talhado em outro objeto de estudo que não meu próprio rabo, embora essa afirmação dê aí brechas para interpretações errôneas acerca de minha virilidade. Aos incréus, um adendo: suguem-me o esquerdo, bichas!

Não há quem me convença do contrário quando o tema em discussão é viadagem alheia. Geralmente, identifico um viado pelo cheiro, a quilômetros de distância - olor misto, inconfundível, de rosca queimada, salpicado de leite de rosas - o que me fornece isonomia para discorrer com propriedade sobre o tema em questão.

"Afinal, papel higiênico perfumado é ou não coisa de pederastas?", indago - e afirmo, para desgraça dos ânus aromatizados: e como é!

Ora, vejam, qual motivo levaria um sujeito a perfumar o próprio anel, que não o incontrolável anseio de fornecê-lo, para estocadas, a outrem? Não vejo motivos para querer que minhas cuecas tenham outro cheiro que não o nauseabundo aroma de rabugem.

"Mas, Caba, pense no agradável eflúvio que incensa banheiros públicos graças ao papel Personal sabor Lavanda!", alerta-me o desmunhecado leitor.

Contenha-se, boneca de calêndula! O trescalo (tomem aí, um "trescalo" na idéia, xibungos!) que emana de lugares como banheiros públicos não passa de um convite à homossexualidade. Ora, um macho entra no banheiro público para não mais que duas tarefas: mijar em qualquer lugar e sacudir o badalo, donde se conclui que lugares assim deveriam exalar aromas mais próximos à acidez da uréia e do fósforo.

Mas, como é de praxe, há sempre uma gazela descontrolada que não contém o próprio fluxo anal e sente-se posteriormente compelido a esfregar uma porra cheirosa no cu. Onde foram parar os bons e velhos cadernos de política, caralho? Sim, sim, com suas páginas ásperas, que relembram o orifício masculino de que o mesmo é intocável e intransponível? Onde estão?!

Mas, necas! O que voga hoje é papel higiênico feito de celulose aromatizada, o que deixa os cuzinhos lindos e perfumados, incitando ainda mais a chibança que reina em terra brasilis.

Oras, fodam-se!

Escrito por Cabamacho às 13h40
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Nota fúnebre
Já há muito que não faço caridades. O socialmente consciente (e homossexualmente gay) leitor imagina que talvez esteja referindo-me a dar alguns trocados no semáforo ou a alegrar uma turba de pequenos mongolóides na AACD de Bom Jesus da Lapa. Ledo engano, sugador de pepinos. Falo de coisa séria, luto, para variar um pouco.

É que há bons dias não arrebento as nádegas de uma boa órfã - viúvas, como sabem, não tem mais graça: são umas meretrizes do caralho. E, homem temente a Deus que sou, sinto falta de ver o nabo entrando e saindo das pregas enlutadas, sob os fúnebres véus.

A última a quem consolei foi minha Tia Lourdes, que teve o seu cão, Rex, morto no mês passado por uma carroça de jegue. Nem bem as tripas do pobre infeliz eram recolhidas do chão de terra batida, a velha me liga, com voz sacana: "estou de luto". Meu robusto membro, que não se faz de rogado quando o assunto é sacanagem em casa de defunto, elevou-se firmemente. Fui lá fazer a minha parte.

Tia Lourdes, para variar, gozou como uma desvairada. "AI, REX, ME MATA COM ESSA RÔLA, CACHORRO, DESGRAÇADO!", berrava a velha enlouquecida, a perseguida a lacrimejar de saudades do seu fiel companheiro.

Aquele choro, confesso, me comoveu - durante uns dois segundos, eu diria.

Pois bem. Depois de arrebentar-lhe o cu a estocadas, gozei-lhe no pixaim, para que tivesse com o que se ocupar - e distrair a cabeça.

Escrito por Cabamacho às 16h51
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Meu pé de banana prata
Sou um afortunado. Mais que as xoxotas que espicaço (o verbo encontra-se meio torto, mas que se foda, meu pau também está) hodiernamente, recordo de minha infância, período em que me submeti à cruel e desumana labuta de dezoito punhetas diárias.

Minha santa mãe, aliás, não conseguia mais esconder a vergonha de receber, dia sim, dia também, queixas de que um certo molecote estava a esfrangalhar o cacete, ali, para todo mundo ver.

"Exibicionista, Caba?"

O caralho, seus viados.

Ocorre que a mão daquele então adolescente nordestino era praticamente um ser independente, simbiótico, cuja principal finalidade era tão somente a de escalavrar-lhe o inhame até deixá-lo em carne viva. Esta entidade maligna, aliás só cessaria suas atividades quando o nordestino em questão encontrou serventia para o caule da fiel bananeira de sua casa, palco de homéricas e inenarráveis fodas.

Ah, a bananeira... Se as mulheres soubessem quanta poesia verte de seu leitoso caule, geralmente esburacado pelas estocadas de moleques esbaforidos, temeria por seu trono como domadora dos homens.

Um cabra sério, aliás, sabe que, mais que os forte-apache, rolemã ou os badogues ("bodoque" é coisa de pederasta), é a bananeira o melhor presente que se pode dar a um filho.

Há, claro, riscos que não se pode desprezar, como o dos que degeneram e passam a apreciar os seus tortos e roliços frutos, tal e qual o Zé Rosinha que, pensando ser seu cu a própria Chita, conseguiu a proeza de enfiar, pregas adentro, uma banana da terra inteira - "com casca e tudo", como naquela música do Viadinho da Páscoa.

Ou, ainda, como o do pobre Nuquinho, que teve o cacete necrosado e posteriormente amputado, depois de levar uma ferroada (deveras homossexual, lembrar-me de pesquisar sinônimos) de uma peçonhenta aranha-marrom.

Mas é, no geral, um excelente parque de diversões para a molecada.

Escrito por Cabamacho às 21h47
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Dize-me o que comes
Aqui pras bandas do Brejo Velho come-se muito bem, obrigado. Ainda que a filha mais nova de Nonô dos Couros não tenha entrado no circuito da fodelança, somos muito bem servidos no quesito diversidade. Portanto, baitôlo leitor, desligue o disco do Culture Club, guarde a pinça e as unhas postiças e aprecie o desfile de beldades.

Ah, Totinha... Um olho no gato, outro no rato. Um braço mais curto que o outro. Uma lady. Quando faço-lhe tocar-me uma bronha com o tal braço curto, então, fica num sobe-e-desce tão frenético que mais parece girar uma manivela. Ou quando resolvo arrombar-lhe os fundilhos e ela, de quatro, fica caindo para o lado do tal braço manco a cada estocada. Um verdadeiro playground. Claro que me apaixonei, caralho.

Temos ainda Lola - a quem fizemos o favor de rebatizar, com o nome de seu brinquedo favorito, num trocadilho meia-boca, mas apropriadíssimo. Pois, Lola é viciada em descabelar mandiocas. Certa vez, durante um boquete, quase esfolou-me o caralho - o que lhe custou dois incisivos, deixando-a ainda mais charmosa. O único porém é que a tal fulana gosta de se apaixonar enquanto recebe nas pregas. "Diz que me ama, Caba!!!!". Tara escrota da porra.

Por fim, temos ainda Dona Cota (mais um trocadilho fácil), velha de noventa e poucos anos, buceta ressequida pela inexorável ação do tempo. Não há KY que dê jeito naquele Atacama. Dona Cota, aliás, prefere os dias de chuva, quando a umidade facilita-lhe a fornicação. Umas boas chupadas em sua quase secular xoxota certamente ajudam, mas quando a aridez teima em permanecer, costumo regurgitar para ajudar na lubrificação - e digo que vomitei por causa do cheiro de carniça, só para caçoar da pobre velha.

Enfim, variedade é o que temos de sobra.

Escrito por Cabamacho às 06h02
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O amor
Misógino® leitor: é mister que faça repousar a macaxeira que lhe locupleta o ás-de-copas e pare a fornicação para acompanhar meu raciocínio. Fê-lo? Então, introjete essa.

Ah, o amor é uma conversa mole que inventaram pra justificar as obviedades do coito - e coibir as não tão óbvias - é, a exemplo de Caetano Veloso, uma farsa ensaiada desde a antigüidade - vá lá, o Caetano não é tão jovem assim. Essa monogamia disfarçada de chatice impera graças, principalmente, ao chamado berço da cultura ocidental - o antro de pederastia explícita que foi a Grécia Antiga. Sim, pois os gregos, ferrenhos apreciadores de retóricas, dialéticas e demais desmunhecagens, deram à luz os clodovis que hoje vemos gorjear Planalto adentro (bem adentro). Tudo bem, tudo certo, até então.

O problema é que, não obstante dar o cu a torto e a direito, eles ainda acharam de inventar o amor, esse sentimento nobre e altruísta que hoje vemos imperar em casas de maridos pacíficos (leia-se "frouxos"). Para alguns gregos, no entanto, as mulheres eram pouco mais do que vacas parideiras, verdadeiros úteros ambulantes. O amor, o verdadeiro e único, era exclusividade de pederastas - verdade que sobrepersiste até os tempos atuais.

Portanto, como diria Madre Teresa, ao vilsumbrar tanta miséria e desamor assolando a Índia do começo do século: "amor é mesmo coisa de viado".

® Copyright da Misoginia by Marconi Leal

Escrito por Cabamacho às 09h55
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Dos lugares e pessoas
Um cabra sabe que não tem hora nem lugar pra o ofício-mor, o princípio do homem na Terra, "crescei e multiplicai-vos", ora pois. Pode bem ser na laje, em cima (ou embaixo) da pia e até na cama.

A foda independe de ambientes. Aos corpos ardentes, um quarto de motel com velas e incensos aromáticos diz tanto quanto o quintal dos fundos da pensão. É a eletricidade, os estalidos, os "ai-ai-ai-ui-ui-uis" do gozo a dois (ou a mais) que determina o merecimento dos festejos post-phoda, não uma porra de cama redonda com espelho no teto, como se isso pudesse fazer um Don Juan do Zé Ruela.

Assim, como ensinaram Adão e Eva, o que conta mesmo são os paus nas bucetas.

O resto é perfumaria.
Escrito por Cabamacho às 08h08
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Sangria
Algumas vezes até me inquieto com alguns absurdos com que me deparo. Sim, inquietude, porque admiração é coisa de imberbes que apreciam sentar no pepino.

Outro dia, um rapazola com seus vinte e poucos anos, indagou-me o seguinte: "Caba, tenho nojo de minha mulher no período menstrual. Serei viado?"

A resposta, meu fresco amigo, no que concerne à análise nua e crua dos fatos supra-citados é:

- Não, não é viado. É MUITO viado.

O período menstrual nada mais é que uma culhuda deslavada inventada por ginecologistas pudicos para mascarar o cio tresloucado em que se põem as mulheres no referido período. Mais do que levar no cu depois de vigorosa chupada em cada mílimetro de pregas, meter de chico é a tara favorita de onze entre dez mucamas. Negar-se a prestar assistência, é abrir concorrência, meu caro.

Foder mulher menstruada pode, ainda, proporcionar prazer ímpar, graças à lubrificação singular que se apresenta naqueles dias. Enfiar o caralho até o talo ao som de *schlep, schlurb, sbloch* é deveras compensador. Eu, por exemplo, acabo de ficar de pau duro apenas de ver as referidas onomatopéias.

E digo mais! Ao fim da foda é como retirar a rôla de dentro de um ponche, daqueles bem vagabundos, feitos à base de Ki-Suco e Sidra Cereser. Oras, mulheres (e efeminados que não as comem menstruadas), para além de pica, putaria e Mastercard, adoram um ponche.

Sirva-lhe o canudo, com resquícios de endométrio, para sucção.

Escrito por Cabamacho às 22h54
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De quatro em quatro
Vejo que a periodicidade deste periódico adquiriu ares de viadagem periódica com o intervalo de quatro dias que se criou entre as últimas postagens.

Pois eis o que tenho a dizer sobre o tema: vão tomar no cu.

Escrito por Cabamacho às 23h19
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Bucetas são bucetas, ora porra!
Os valores de um homem são e devem ser sempre seu mote de vida. Daí a justificativa que me move o caralho: jamais diga "não" a uma xota.

Ora vejam, o sujeito que enjeita uma buceta por qualquer motivo que não seja um atestado comprobatório de HIV positivo, só pode estar prestes a empachar o próprio rabo de colossais rôlas eqüestres. Como sabe todo iniciado na literatura rodrigueana, "bucetas são bucetas, o resto é pederastia".

Conheço rapaz que, exigente, do alto de sua vivida experiência, passa por períodos de estiagem de causar inveja em muito celibatário que vejo por aí (com exceção, talvez, de Father Dick, que fez muito neguinho em Soterópolis agarrar-lhe o cajado) apenas por considerar ser mister desfilar de mãos dadas com a xoxota eleita pelo bairro.

Pois o tal rapaz, em uma de suas últimas investidas, há alguns meses(!), delongou-se tanto a dar início às tratativas da foda que deu com os cornos na parede, porque passou a despachar na "prefeitura da amizade", terror de todo e qualquer fodedor que se preze - qualquer dia volto ao tema, para alegria dos viados de plantão.

Moral da história: quem tenta escolher buceta a dedo, acaba ficando na mão.

Escrito por Cabamacho às 23h16
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La nouvelle-vieille art

Não é segredo para mais ninguém que o sertanejo é, antes de tudo, um punheteiro. Ipsis literis.

Não por acesso de auto-piedade, egoísmo ou coisa que o valha, dada a fartura de cabritas e bananeiras que ornam o sertão da Bahia nos tempos atuais (Leitores, foder o caule de uma bananeira é assaz reconfortante. Recomendo.).

Ocorre que nascemos tarados pela própria natureza. E inventamos e reinventamos técnicas milenares de onanismo punhetista devido a esse nosso gosto pela inovação.

O ato de sentar na mão, por exemplo. Durante séculos mal-visto, graças às viadejantes investidas de alguns franceses do século XIV que, fingindo adormecer os dedos para o sacrossanto cinco-contra-um, aproveitavam a distração alheia e (homessa!) punham-se a escrutinar os próprios cus (sem acento, como cabe na ortografia dos gênios). É claro que acabaram na fogueira.

Não só ressuscitamos a técnica como a aprimoramos. O asno leitor questiona-se, neste exato segundo, quais sejam os detalhes que cercam esta mais recente empreitada da vanguarda nordestina, notória contribuinte de bonanças para a história da humanidade - com exceção, talvez, de Caetano Veloso.

Cansanção pras mãos e queijo velho pro nariz. É tudo de que o nordestino precisa pra ser feliz. Além, é claro, de uma foto da Cláudia Ohana, porque imaginação tem limites.

Escrito por Cabamacho às 18h21
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Regresso de cu é rôla

Ora, ora, ora...

Três meses se passaram desde a última postagem feita por estas paragens e a mesma pasmaceira reina solta nos comentários.

Vejo, porém, que temos os mesmos fiéis freqüentadores - um deles, até, cu ardido, quer tentar o milagre da multiplicação, só pra poder levar mais nabo no buraco de assar quibe.

Doravante, não deixarei prega sobre prega neste pardieiro. Protejam seus ás-de-copas, tirem as crianças da sala e tragam o KY.

Estou de volta.


Escrito por Cabamacho às 13h55
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[ Volto já ]
Escrito por Cabamacho às 07h16
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