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Cabamacho


O amor
Misógino® leitor: é mister que faça repousar a macaxeira que lhe locupleta o ás-de-copas e pare a fornicação para acompanhar meu raciocínio. Fê-lo? Então, introjete essa.

Ah, o amor é uma conversa mole que inventaram pra justificar as obviedades do coito - e coibir as não tão óbvias - é, a exemplo de Caetano Veloso, uma farsa ensaiada desde a antigüidade - vá lá, o Caetano não é tão jovem assim. Essa monogamia disfarçada de chatice impera graças, principalmente, ao chamado berço da cultura ocidental - o antro de pederastia explícita que foi a Grécia Antiga. Sim, pois os gregos, ferrenhos apreciadores de retóricas, dialéticas e demais desmunhecagens, deram à luz os clodovis que hoje vemos gorjear Planalto adentro (bem adentro). Tudo bem, tudo certo, até então.

O problema é que, não obstante dar o cu a torto e a direito, eles ainda acharam de inventar o amor, esse sentimento nobre e altruísta que hoje vemos imperar em casas de maridos pacíficos (leia-se "frouxos"). Para alguns gregos, no entanto, as mulheres eram pouco mais do que vacas parideiras, verdadeiros úteros ambulantes. O amor, o verdadeiro e único, era exclusividade de pederastas - verdade que sobrepersiste até os tempos atuais.

Portanto, como diria Madre Teresa, ao vilsumbrar tanta miséria e desamor assolando a Índia do começo do século: "amor é mesmo coisa de viado".

® Copyright da Misoginia by Marconi Leal

Escrito por Cabamacho às 09h55
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Dos lugares e pessoas
Um cabra sabe que não tem hora nem lugar pra o ofício-mor, o princípio do homem na Terra, "crescei e multiplicai-vos", ora pois. Pode bem ser na laje, em cima (ou embaixo) da pia e até na cama.

A foda independe de ambientes. Aos corpos ardentes, um quarto de motel com velas e incensos aromáticos diz tanto quanto o quintal dos fundos da pensão. É a eletricidade, os estalidos, os "ai-ai-ai-ui-ui-uis" do gozo a dois (ou a mais) que determina o merecimento dos festejos post-phoda, não uma porra de cama redonda com espelho no teto, como se isso pudesse fazer um Don Juan do Zé Ruela.

Assim, como ensinaram Adão e Eva, o que conta mesmo são os paus nas bucetas.

O resto é perfumaria.
Escrito por Cabamacho às 08h08
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Sangria
Algumas vezes até me inquieto com alguns absurdos com que me deparo. Sim, inquietude, porque admiração é coisa de imberbes que apreciam sentar no pepino.

Outro dia, um rapazola com seus vinte e poucos anos, indagou-me o seguinte: "Caba, tenho nojo de minha mulher no período menstrual. Serei viado?"

A resposta, meu fresco amigo, no que concerne à análise nua e crua dos fatos supra-citados é:

- Não, não é viado. É MUITO viado.

O período menstrual nada mais é que uma culhuda deslavada inventada por ginecologistas pudicos para mascarar o cio tresloucado em que se põem as mulheres no referido período. Mais do que levar no cu depois de vigorosa chupada em cada mílimetro de pregas, meter de chico é a tara favorita de onze entre dez mucamas. Negar-se a prestar assistência, é abrir concorrência, meu caro.

Foder mulher menstruada pode, ainda, proporcionar prazer ímpar, graças à lubrificação singular que se apresenta naqueles dias. Enfiar o caralho até o talo ao som de *schlep, schlurb, sbloch* é deveras compensador. Eu, por exemplo, acabo de ficar de pau duro apenas de ver as referidas onomatopéias.

E digo mais! Ao fim da foda é como retirar a rôla de dentro de um ponche, daqueles bem vagabundos, feitos à base de Ki-Suco e Sidra Cereser. Oras, mulheres (e efeminados que não as comem menstruadas), para além de pica, putaria e Mastercard, adoram um ponche.

Sirva-lhe o canudo, com resquícios de endométrio, para sucção.

Escrito por Cabamacho às 22h54
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