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Cabamacho


Nota fúnebre
Já há muito que não faço caridades. O socialmente consciente (e homossexualmente gay) leitor imagina que talvez esteja referindo-me a dar alguns trocados no semáforo ou a alegrar uma turba de pequenos mongolóides na AACD de Bom Jesus da Lapa. Ledo engano, sugador de pepinos. Falo de coisa séria, luto, para variar um pouco.

É que há bons dias não arrebento as nádegas de uma boa órfã - viúvas, como sabem, não tem mais graça: são umas meretrizes do caralho. E, homem temente a Deus que sou, sinto falta de ver o nabo entrando e saindo das pregas enlutadas, sob os fúnebres véus.

A última a quem consolei foi minha Tia Lourdes, que teve o seu cão, Rex, morto no mês passado por uma carroça de jegue. Nem bem as tripas do pobre infeliz eram recolhidas do chão de terra batida, a velha me liga, com voz sacana: "estou de luto". Meu robusto membro, que não se faz de rogado quando o assunto é sacanagem em casa de defunto, elevou-se firmemente. Fui lá fazer a minha parte.

Tia Lourdes, para variar, gozou como uma desvairada. "AI, REX, ME MATA COM ESSA RÔLA, CACHORRO, DESGRAÇADO!", berrava a velha enlouquecida, a perseguida a lacrimejar de saudades do seu fiel companheiro.

Aquele choro, confesso, me comoveu - durante uns dois segundos, eu diria.

Pois bem. Depois de arrebentar-lhe o cu a estocadas, gozei-lhe no pixaim, para que tivesse com o que se ocupar - e distrair a cabeça.

Escrito por Cabamacho às 16h51
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Meu pé de banana prata
Sou um afortunado. Mais que as xoxotas que espicaço (o verbo encontra-se meio torto, mas que se foda, meu pau também está) hodiernamente, recordo de minha infância, período em que me submeti à cruel e desumana labuta de dezoito punhetas diárias.

Minha santa mãe, aliás, não conseguia mais esconder a vergonha de receber, dia sim, dia também, queixas de que um certo molecote estava a esfrangalhar o cacete, ali, para todo mundo ver.

"Exibicionista, Caba?"

O caralho, seus viados.

Ocorre que a mão daquele então adolescente nordestino era praticamente um ser independente, simbiótico, cuja principal finalidade era tão somente a de escalavrar-lhe o inhame até deixá-lo em carne viva. Esta entidade maligna, aliás só cessaria suas atividades quando o nordestino em questão encontrou serventia para o caule da fiel bananeira de sua casa, palco de homéricas e inenarráveis fodas.

Ah, a bananeira... Se as mulheres soubessem quanta poesia verte de seu leitoso caule, geralmente esburacado pelas estocadas de moleques esbaforidos, temeria por seu trono como domadora dos homens.

Um cabra sério, aliás, sabe que, mais que os forte-apache, rolemã ou os badogues ("bodoque" é coisa de pederasta), é a bananeira o melhor presente que se pode dar a um filho.

Há, claro, riscos que não se pode desprezar, como o dos que degeneram e passam a apreciar os seus tortos e roliços frutos, tal e qual o Zé Rosinha que, pensando ser seu cu a própria Chita, conseguiu a proeza de enfiar, pregas adentro, uma banana da terra inteira - "com casca e tudo", como naquela música do Viadinho da Páscoa.

Ou, ainda, como o do pobre Nuquinho, que teve o cacete necrosado e posteriormente amputado, depois de levar uma ferroada (deveras homossexual, lembrar-me de pesquisar sinônimos) de uma peçonhenta aranha-marrom.

Mas é, no geral, um excelente parque de diversões para a molecada.

Escrito por Cabamacho às 21h47
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